Pense nisso…

“tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.” 
Filipenses 4:8

“whatever is true, whatever is noble, whatever is right, whatever is pure, whatever is lovely, whatever is admirable —if anything is excellent or praiseworthy —think about such things.” 
Filipenses 4:8

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Comunidade – agenda

Neste domingo – 27/5, 18h – teremos o prazer em receber na Comunidade o pr.Guilherme Slonzon (pastor ministério famílias da Conexão Primeira – PIBSA: www.conexaoprimeira.org.br). Será um tempo muito especial para ouvirmos a palavra de Deus e estar entre amigos. Seja bem-vindo para estar conosco no Hotel Plaza Mayor – www.comunabatista.com.br

E assim será um dia…

E assim será um dia…

“…olhei, e diante de mim estava uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, de pé, diante do trono e do Cordeiro, com vestes brancas e segurando palmas. E clamavam em alta voz: “A salvação pertence ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro”. Ap.7:9-10

Deixa tudo

Nova semana se iniciando…  meu brother Allan ( http://www.love2move.com.br ) gravou este video com a Mariana Campos e a Sarah Renata, cantando uma velha canção da saudosa Banda Rara, “Deixa Tudo”. Música linda, e uma letra que pode ser justamente a mensagem que você precisa ser lembrado nesta semana. Escute, medite e invista sempre um tempinho do seu dia para estar na presença do Senhor. Deus abençoe sua vida!

“Talvez você não saiba mas existe um alguém

Que pensa em teus problemas e a você quer muito bem

Quer te ver feliz como eu sou, 

Pois Ele é a razão da minha vida

Quer te dar amor como ninguém

Pode dar a sua própria vida

Sei que você não o conhece mas

Eu quero lhe falar.

Jesus te ama tanto e só quer te ajudar

Deixa tudo então vem

Seja feliz também.

Com Jesus, com Jesus”

A história de Ian & Larissa

Compartilho com vocês esse vídeo encaminhado pelo meu brother Ronaldo França (www.4elemen.com) que conta a história de Ian & Larissa. Impossível assistir e não refletir em nossa própria vida, escolhas e decisões, e o impacto que elas podem tomar quando verdadeiramente agimos com amor e satisfeitos plenamente em Deus. Assista, reflita e tenha um momento de oração com Deus.

O custo do não-discipulado (por Ricardo Barbosa)

O custo do não-discipuloadoRicardo Barbosa

Em 1937, o teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer publicou seu famoso livro “O Custo do Discipulado”. Uma exposição do Sermão do Monte, na qual ele comenta o que significa seguir a Cristo. O contexto era a Alemanha no início do nazismo. Sua preocupação era combater o que ele chamou de “graça barata”, essa graça que oferece perdão sem arrependimento, comunhão sem confissão, discipulado sem cruz. Uma graça que não implica obediência e submissão a Cristo. Seu compromisso com Cristo e sua cruz o levou a morte prematura em abril de 1945.

“O Custo do Discipulado” é um livro que precisa ser lido pelos cristãos brasileiros do século 21, com sua fé secularizada, sua moral relativizada, sua ética minimalista e sua espiritualidade privada e narcisista. A “graça barata” tem nos levado a conceber um cristianismo medíocre e uma espiritualidade que não expressa a nobreza do reino de Deus.

A fé cristã não é o produto de uma subcultura religiosa. Também não é apenas um conjunto de dogmas e doutrinas que afirmamos crer. É , antes de tudo, um chamado de Cristo para segui-lo. Um chamado para tomar, cada um, a sua cruz de renúncia ao pecado e obediência sincera a tudo quanto Cristo nos ensinou e ordenou.

Muitos olham para este chamado e reconhecem que o preço para seguir a Cristo é muito alto. Esta foi a preocupação de Bonhoeffer. De fato é. Amar os inimigos, abençoar os que nos rejeitam, orar por todos os que nos perseguem, sem dúvida é muito difícil. Perdoar os que nos ofendem, resistir as tentações, buscar antes de qualquer outra coisa o reino de Deus e sua justiça e fazer a vontade de Deus aqui na terra como ela é feita nos céus, não é fácil. Resistir aos impulsos consumistas numa cultura hedonista, preservar uma conduta moral e ética elevada em meio a tanta corrupção e promiscuidade definitivamente tem um preço muito elevado. Porém, precisamos ver tudo isto por outro ângulo.

Se o custo do discipulado é alto, já imaginou o custo do não-discipulado? Se amar o inimigo é difícil, tente odiá-lo! Se honrar pai e mãe é custoso, pense na possibilidade de não fazê-lo! Se viver em obediência a Cristo, renunciando o pecado, exige muito, procure ignorar isto!

Vivemos hoje uma sociedade enferma. O número de divórcios aumenta cada dia. O número de filhos que desconhecem o pai é alarmante. As doenças de fundo emocional multiplicam-se. A violência cresce. A corrupção parece não ter fim. Os transtornos psíquicos na infância assustam os especialistas. A raiz da enfermidade pessoal e social, em grande parte, é o não-discipulado. Não considerar os mandamentos de Cristo, seu magnífico ensino no Sermão do Monte, seu chamado para a renúncia ao pecado e a necessidade de diariamente tomar a cruz da obediência para segui-lo tem um custo incalculavelmente maior.

Jesus nos conta a parábola de um homem que descobriu um grande tesouro que estava escondido em um campo. Com muita alegria, tomou tudo o que tinha, vendeu e, com o dinheiro, comprou o campo e com ele seu tesouro. Desfazer de tudo o que tinha foi uma decisão fácil tendo em vista o tesouro que iria adquirir. Só iremos compreender a importância da contrição e do arrependimento, da confissão e da renúncia ao pecado, da obediência aos mandamentos e do valor da cruz se tivermos consciência da riqueza que nos espera.

Pagamos um alto preço pela “graça barata”. Nossas famílias sofrem por causa dela. Nossos filhos encontram-se confusos e perdidos. A nação afunda-se na lama da corrupção, da violência e da promiscuidade. Nossas igrejas transformaram-se em centros de entretenimento religioso, com um comércio de falsas promessas em troca de um evangelho sem cruz e de um reino onde cada um é seu próprio rei.

O chamado de Cristo para sermos seus discípulos, com seu “alto custo”, é o único caminho possível para a liberdade. A única opção para a verdadeira humanidade. A única esperança para nossa sociedade enferma. Se seguir a Cristo exige muito, lembre que não segui-lo vai lhe custar muito mais.

Nota
Artigo  publicado originalmente na revista Ultimato 320 (setembro-outubro/2009).

Imerso no Sim de Deus

O resultado final do ato de adoração é que nossas vidas são transformadas. Nós nos achegamos a Deus com a história do desprezo, de rejeitar e de ser rejeitado. No trono de Deus somos imersos no sim de Deus, um sim que silencia todos os “nãos” e suscita em nós uma resposta positiva. Deus, e não o ego, é o centro. Deus não é alguém ao redor de quem fazemos qualificações calculadas, um pequeno sim aqui, um pequeno não ali. Na adoração “ouvimos a voz do Ser” e nos tornamos respostas a ele. O eu não é mais o foco da realidade, como o pecado nos faz acreditar. Somos treinados desde a infância a nos relacionarmos com o mundo de maneira exploratória, exploradora, recusando e tomando à força, empurrando e puxando, irritando e induzindo. Como conhecedor e usuário, o ego é predador. Na adoração, no entanto, deixamos de ser predadores que por discrição se aproximam de todos como sendo uma presa que podemos atrair para o nosso centro; nós respondemos ao centro. Somos ouvintes privilegiados e replicantes que se oferecem a Deus, que cria e redime. Amém! Amém não é recorrente e enfático entre o povo de Deus. É robusto e exuberante. Não há nada amedrontador, cauteloso ou tímido nele. Ele é uma palavra que responde, purificada de todos os negativos.

Qualquer coisa que Deus tenha prometido é selada com o Sim de Jesus. Nele, isto é o que pregamos e oramos. O grande Amém, o Sim de Deus e o nosso Sim juntos, gloriosamente evidentes. Deus nos aceita, fazendo de nós algo certo em Cristo, colocando seu Sim dentro de nós. (2 Coríntios 1.20-21). 

>>> extraído de “Um ano com Eugene Peterson”, Ed.Palavra (p.104)

Suor abençoado (matéria revista Cristianismo Hoje)

Segue uma matéria muito legal que minha amiga Vanessa Portella escreveu para a revista Cristianismo Hoje, da qual participei, sobre prática esportiva entre pastores. Estarei em férias por 15 dias a partir de hoje, retorno com novidades no blog a partir do dia 10/4. Acompanhe nossa nova série de mensagens na Comunidade pelo site www.comunabatista.com.br – estamos estudando o livro de J.Stott, “O discípulo radical” (Ed.Ultimato), estudos para PGs e outros recursos você pode acessar por lá! Deus abençoe sua nova semana!

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Prática esportiva ganha adeptos entre pastores e estimula a disciplina física e espiritual.

Por Vanessa Portella

Eles dividem o púlpito com os ferros da academia, mantêm-se ativos, consultam o médico regularmente e não abrem mão do descanso e do lazer. À mesa, não cometem os exageros de seus colegas das gerações passadas – ao contrário, procuram seguir dietas balanceadas e passam longe das gorduras e, claro, do álcool. Cuidam do corpo com esmero, fazem corridas e caminhadas toda semana e dividem o tempo entre meditações bíblicas, visitações e aconselhamentos e jogos de futebol, sessões de natação e até mesmo lutas nos ringues e tatames. São os pastores da geração-saúde, líderes cristãos que têm descoberto na atividade física uma bênção para o corpo, a alma e o espírito. E, se alguma concessão à vaidade é inevitável – afinal, quem não gosta de sentir-se bom consigo mesmo e de apreciar o que vê no espelho? –, esses ativos ministros do Reino de Deus querem envelhecer sem perder a vitalidade e a disposição indispensáveis ao exercício da obra do Senhor.

Quase todos estão na faixa entre os 30 e os 50 anos, aquela idade em que o corpo começa a dar os primeiros sinais de desgaste. Já que, segundo o sábio de Eclesiastes, na velhice chega um tempo em que tudo parece canseira e enfado, eles sabem que a hora é agora. Por terem a consciência de que a primeira metade da vida já se passou e que é preciso planejar com carinho o tempo que resta, gente como o pastor metodista Ziel Machado, 50 anos, sua a camisa a dá glória a Deus por isso. Desportista aficionado na juventude, ele tornou-se sedentário na idade adulta e o acúmulo de compromissos tornou-se uma regra em sua agenda. “Comecei a sofrer com o sobrepeso e o médico recomendou que voltasse à prática regular de esportes”, lembra. Há três anos, Ziel dedica-se a corridas de rua e maratonas, com treinamento específico e orientado por profissionais. “Minha vida mudou”, entusiasma-se o pastor.  “Perdi 35 quilos e ganhei uma condição ativa e saudável. Recuperei a qualidade de sono e a capacidade de lidar melhor com o estresse”.

Um processo de reeducação alimentar completou o quadro. “Essa dinâmica me dá uma disposição renovada para tudo o que preciso fazer, e ainda ganhei novos amigos neste mundo da corrida”, revela. Segundo Ziel, sua decisão causou certa estranheza entre as ovelhas e os conhecidos. “Em um primeiro momento, muitos se assustam quando sabem que sou pastor. Eles têm uma imagem muito negativa em relação aos pastores evangélicos nesse aspecto físico, e têm razão para pensar assim”, reconhece. Ele já tem um grupo com o qual treina junto e participa de competições – gente que, naturalmente, procura evangelizar. “Já tive o privilégio de ver dois deles se decidirem por Cristo e hoje estão firmes em sua igreja”, conta. Mesmo quando está viajando a serviço do ministério, o pastor encontra um tempinho para dar seguimento ao programa físico, já que segue uma planilha individualizada de exercícios. “Tenho aprendido muito sobre a importância da atividade física, da alimentação, da respiração e do descanso”. Além de tudo, diz Ziel, a prática da atividade física tem sido uma forma concreta de aprender novas disciplinas. “É possí­vel e necessário ser um bom administrador deste presente valioso que Deus nos deu, a vida.”

Autor de uma tese de mestrado intitulada Saúde dos líderes religiosos: A vocação em sintonia com a saúde pessoal, o cardiologista Maurício Rocca acompanha de perto a vida de 60 ministros de diferentes denominações evangélicas e alguns padres católicos. Ele apresentou o trabalho na Universidade Metodista.  “Como verdadeiramente se encontra a saúde dos líderes religiosos? Eles têm olhado para si mesmos com um olhar de cuidados? Têm vivido a qualidade de vida que sua função apregoa, mas também necessita?”, indaga no trabalho. Rocca, que também é teólogo e pós-graduado em aconselhamento pastoral, ministra palestras em grupos de homens e igrejas. Uma das prioridades é estimulá-los a cuidar do corpo – e uma das melhores maneiras de fazer isso é o exercício físico, até pela sensação de prazer que ele proporciona. “Hoje, as pessoas adoecem em fases mais precoces da vida, devido às exigências profissionais e pelo estilo de vida contemporâneo”, observa. Em sua tese, o médico alerta para o fato de que a desatenção com a saúde pode colocar uma vocação em risco.

CORPO EM MOVIMENTO

A pastora Silvia Geruza Rodrigues, da Igreja Betesda de São Paulo, já descobriu há tempos os benefícios do corpo em movimento. Dançarina de balé clássico na infância, ela passou à aeróbica na época em que se casou com o pastor Ricardo Gondim, outro entusiasta das corridas. “Fiz academia, dança moderna e natação”, conta a pastora. Hoje, aos 52 anos de idade, vê-la de short, camiseta e tênis é tão comum como encontrá-la de tailleur no púlpito de sua igreja. “A melhora no físico, na vitalidade e na disposição depois da corrida me fez gostar tanto que não quero mais parar”, atesta.  A auto-estima, claro, também entra na equação da saúde: “Minhas roupas mudaram de 42 para 38, sem contar a tonificação no corpo por inteiro”.

Geruza pedala, faz musculação e nada pelo menos quatro vezes na semana. E acha importante para a igreja ter um pastor saudável no púlpito. “Ele acaba sendo uma influência para os membros também nesta área, já que outros seguirão seu exemplo”. Para ela, é fundamental que os pastores busquem meios de ter mais vitalidade e energia. “Assim, terão mais condições para vencer as lutas diárias, que são muitas em uma igreja”. De fato, buscar o equilíbrio em tudo pode parecer elementar, mas é coisa que nem todo mundo consegue. E, a julgar pela quantidade de pessoas com problemas de saúde decorrentes da inatividade física, fica claro que entre a intenção e a prática existe um abismo. Para os pastores, então, as mais diversas desculpas são invocadas para a acomodação, da falta de tempo à necessidade de dedicação ao estudo bíblico e à oração, e eles acabam carregando mesmo apenas a Bíblia. Verdade que nem sempre por falta de responsabilidade: “A maioria deles vive de forma intensa sua vocação”, observa o psicólogo Rangel Fabrete. Evangélico, ele é ligado à comunidade evangélica Projeto 242, na capital paulista. “Muitas igrejas ‘usam’ tanto o seu líder que ele não tem tempo de envolver-se com outras atividades que não as ministeriais”.

Membro do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos, Rangel lembra que a qualidade de vida passa por diversos aspectos, dos quais a saúde é primordial. “Cristo ensinou sobre a necessidade de o homem amar a si mesmo”. O próprio terapeuta mudou o estilo de vida ao perceber que a obesidade vinha prejudicando sua saúde – com o acúmulo de gordura, vieram a hipertensão e as dores ao caminhar. Após submeter-se a uma gastroplastia, passou a fazer exercícios e hoje frequenta academia de ginástica.  “Os pastores precisam inserir em suas agendas o investimento na própria saúde”, defende o cardiologista Mauricio Rocca . “A visão do pastor como super-homem caminha para a extinção”. Na opinião do médico, isso, por si só, já representa um avanço.  “Não adianta apenas orar e acreditar que Deus cuida da nossa saúde se estivermos 20 quilos acima do peso ou cometemos excessos frequentes”, salienta. “Se realmente creio que o meu corpo é templo do Espírito Santo, então preciso respeitá-lo como tal”.

Carlos Alberto Bezerra Jr, pastor e médico , destaca que a busca por uma vida saudável, além de agradar ao Senhor, não tem nada a ver, como muitos crentes ainda pensam, com hedonismo: “A motivação certa é o zelo consigo mesmo”.  Bezerra, que pertence ao quadro ministerial da igreja Comunidade da Graça e ocupa o cargo de deputado estadual em São Paulo, ressalta que alguns pecados pouco comentados, como a glutonaria, prejudicam e muito a saúde, assim como práticas tradicionalmente condenadas pelos crentes, como consumo de bebidas alcoolicas e o uso do cigarro.

“ENERGIA PARA O MINISTÉRIO”

Líder de uma comunidade caracterizada pela presença maciça de jovens, Rinaldo Luiz Pereira, apóstolo da Igreja Bola de Neve, é o exemplo acabado de pastor da geração-saúde. Ele nada, surfa, corre, faz musculação e ainda joga futebol com seus presbíteros e diáconos. Aos 38 anos, Rina, como é conhecido entre seus fiéis, mantém a saúde em dia evitando carboidratos e gorduras em excesso e dormindo no mínimo seis horas por dia.  “No passado, fazer esporte e descansar era quase um pecado. Os líderes até se sentiam culpados por se divertir ou praticar exercícios”, explica. Para ele, é compensador o hábito de exercitar-se regularmente. “Pessoas que fazem isso estão sempre mais dispostas e cheias de energia. Se canalizada para o ministério, essa energia promove criatividade, participação e estímulo”, enumera. Além disso, Rina acredita que a prática de esportes facilita sua aproximação com os membros da igreja e promove um ambiente muito agradável na igreja. Na Bola de Neve, muitos pastores são também desportistas. “É quase uma exigência minha”, brinca.

O pastor André Paes, 40 anos, da Comunidade Batista em Vila Bastos, em São Paulo, é outro que não para quieto no púlpito. Adepto das corridas de fundo, ele faz parte do grupo Link Runners, turma de atletas amadores. “Terminaremos 2011 na Corrida de São Silvestre”, avisa André, referindo-se à tradicional prova de rua realizada no último dia do ano na capital paulista. Para ele, a atividade física é quase um sacerdócio: “Não cuidar da saúde pode ser um sinal de incoerência com a mensagem que pregamos. Se temos de ser bons mordomos de tudo que o Senhor nos dá, porque deixar a saúde de fora disso?” A prática da corrida é para o pastor André uma excelente forma de desenvolver disciplina e de relaxar. “Às vezes, até uso o tempo para ouvir canções de louvor e pregações”, comenta.

Quem sempre fez do esporte um meio de vida não encontra qualquer dificuldade para conciliar a fé com o suor. Campeão em 1994, na Copa do Mundo dos Estados Unidos, Paulo Sérgio Silvestre do Nascimento encerrou a carreira nos gramados de futebol em 2003, e desde então se dedica a múltiplas atividades: preside Atletas de Cristo – o mais expressivo ministério cristão ligado aos esportes no Brasil –, administra um centro esportivo e é pastor da Comunidade Transformados pela Fé. Ele encontra tempo também para fazer musculação, correr quatro a cinco quilômetros várias vezes na semana e, naturalmente, bater sua bolinha. O fôlego para tudo vem de uma vida regrada, nem sempre comum entre jogadores profissionais de futebol – aos 42 anos, casado, o pastor tem dois filhos e é um sujeito família. Mas a prática esportiva, claro, é fundamental para ele. Paulo faz analogia com um princípio bíblico para explicar a importância da prática esportiva para todo crente, e o pastor, em particular: “Para acompanhar as ovelhas, o pastor tem que estar com bom preparo físico. Se deixar a desejar, elas vão fugir. Existem pastores obesos, que se cansam com facilidade até durante uma pregação.”

Aos 97 anos de idade e mais de sessenta como ministro do Evangelho, o pastor batista Enéas Tognini já viu muitos colegas morrerem precocemente porque não se cuidaram devidamente. “Trabalhavam demais, não tinham descanso”, conta o veterano pregador. Embora faça parte de uma geração normalmente interessada em cultivar apenas a saúde espiritual, Tognini jamais foi relapso consigo mesmo. “Se eu ficar doente, não poderei fazer mais nada. Aí, ao invés de trabalhar, vou é dar trabalho aos outros”, raciocina, com lógica irrefutável. O religioso lembra de sua época, quando não havia tantas facilidades para exercer o pastorado. “Eu trabalhava demais. Ficava até sem dormir”. Hoje, não abre mão do descanso.

Embora a idade impeça atividades de impacto, Tognini mantém-se ativo. É pastor emérito da Igreja Batista do Povo, que fundou na década de 1960. Regularmente, prega, visita ovelhas, profere aulas e palestras e ainda viaja bastante. “Faço tudo o que é orientado pelo médico para dar um pouco de vigor”, garante. O consumo de vitaminas e fortificantes ajuda o pastor a manter a saúde, assim como o rigor com sua própria agenda pessoal. “Essa história de que o sujeito não pode parar é conversa. Os pastores novos precisam aprender que é necessário o equilíbrio entre o trabalho e o descanso, entre necessidade e saúde. Se ele aprender a se cuidar, será mais produtivo e vai longe”, ensina o nonagenário.

DISCIPLINA

Pastor da Igreja Assembleia de Deus Ministério Bethel, no Espírito Santo, Moacyr Junior  não apenas pratica esporte, mas faz dele parte essencial de seu ministério. Detentor de títulos importantes no judô, inclusive em nível internacional, ele competiu profissionalmente até 2005 e atualmente, com 33 anos, coordena um projeto social onde o desporto é a base. Bastante atarefado na igreja e na vida pessoal, ele quer chegar aos 100 anos com um coração de trinta. “Isso, se Jesus não voltar antes”,diverte-se. “Além de profissão, o esporte tornou-se para mim ferramenta para ajudar as pessoas”, explica. Apaixonado pelas lutas, ele tem várias classes de judô, inclusive para crianças, e também treina muay-thai, tipo de combate esportivo originado na Tailândia. Por isso, diz, está sempre bem preparado e disposto para as exigências diárias. E deseja o mesmo para seus colegas de ministério. “Percebo que o número de pastores cuidando da saúde assim tem aumentado, principalmente no segmento renovado, onde os preconceitos são menores”.

“Comecei como a grande maioria: querendo perder peso e, ao mesmo tempo, mexer o corpo para melhorar a mente”, resume o pastor batista Valdemar Figueredo Filho, um dos colunistas de CRISTIANISMO HOJE. A natureza privilegiada do Rio de Janeiro, onde vive, é um estímulo ao esporte, e Valdemar, adepto das corridas de rua, não se faz de rogado: “Regularidade é fundamental”, ensina. “Quando deixo de correr, fico ansioso, até com sentimento de culpa”. Desde 2003, ele participa de provas como a Meia Maratona Internacional do Rio e as Maratonas Caixa. “Percebi que não tinha mais volta”, diz Valdemar. Sem grandes pretensões por resultados, o pastor diz que o que vale é terminar as provas e fazer o que gosta. “Essa atividade ajuda-me nas disciplinas em todos os âmbitos da vida, alem de ser saudável e divertida, imperativa para o bem-estar”, enumera.

O pastor diz que até ideias para sermões surgem em sua cabeça enquanto está correndo ou caminhando. Além disso, garante, a busca por melhor desempenho faz com que realiza exames periódicos e monitore a saúde com mais prudência. Quem ganha com isso, além dele mesmo e de sua família, é a igreja e o próprio ministério: “Ser exemplo de piedade com uma vida sedentária é uma contradição”, aponta Valdemar. “Seria ótimo se a igreja fosse um espaço em que a saúde espiritual não estivesse separada da saúde física e mental.”

De corpo e alma

O exercício físico é um santo remédio. Reduz o colesterol, previne o diabetes e as doenças cardiovasculares, melhora a qualidade do sono, aumenta a auto-estima e a disposição para as tarefas pessoais, favorece a integração social, alivia o estresse, reforça o sistema imunológico, ajuda na disciplina… Enfim, só traz vantagens para quem o pratica. Contudo, no caso de sedentários – como muitos pastores –, é preciso tomar alguns cuidados antes de sair correndo, nadando ou pedalando, bem como tomar algumas decisões:

  • Pessoas na faixa dos 40 anos precisam submeter-se a avaliação médica antes de iniciar a prática;
  • 30 minutos de atividade física, ainda que seja uma simples caminhada, já é um excelente começo. Mais tarde, pode-se variar as atividades físicas e sua intensidade em sem exageros, já que cada indivíduo tem seu limite;
  • Como nem todos têm condições de frequentar academias, encontre maneiras de se exercitar, ainda que em casa ou no intervalo entre um aconselhamento e uma pregação. A internet está cheia de boas sugestões e orientações para amadores;
  • Acompanhe a rotina de exercícios com uma dieta balanceada. Ainda que um excesso ou outro possa acontecer – sobretudo, nos almoços de domingo na casa das ovelhas… –, o consumo de gorduras, frituras, comida industrializada e refrigerantes deve ser exceção, e não regra;
  • Homens e mulheres adultos devem realizar exames clínicos periódicos, com análise de sangue, urina e fezes, aferição da pressão arterial e preventivos para o câncer, sobretudo de mama, próstata e intestino

Publicado em: http://cristianismohoje.com.br/materia.php?k=847

O discípulo radical – nova série!

Iniciaremos neste domingo (18/3 – 18h), uma nova série de 8 mensagens em nossa Comunidade, “O díscipulo radical”, baseada no livro de J.Stott  – editora Ultimato.

Estudaremos a cada domingo e nos encontros semanais nos PGs (Pequenos Grupos) oito características do discipulado cristão que são comumente esquecidas, mas ainda precisam ser levadas a sério: inconformismo, semelhança com Cristo, maturidade, cuidado com a criação, simplicidade, equilíbrio, dependência e morte.

Para muitos, é uma grande surpresa descobrir que os seguidores de Jesus Cristo são chamados de “cristãos” apenas três vezes na Bíblia. Claro, sabemos que tanto as palavras ‘cristão’ como ‘discípulo’ implicam relacionamento com Jesus. Mas, por que “discípulo radical”?

Para John Stott, a resposta é óbvia. “Existem diferentes níveis de comprometimento na comunidade cristã. (…) Evitamos o discipulado radical sendo seletivos: escolhemos as áreas nas quais o compromisso nos convém e ficamos distantes daquelas nas quais nosso envolvimento nos custará muito. No entanto, como discípulos não temos esse direito.”

Você é bem-vindo para estar conosco nessa busca em aprendermos sobre a essência do que significa ser um discípulo radical.

* Estamos disponibilizando estudos para PGs (pequenos grupos), arte para powerpoint e outros recursos para você poder também utilizar com sua igreja ou amigos. Em breve colocaremos também o material de séries anteriores. Fique a vontade e que esses estudos sejam benção em sua vida! Acesse: http://comunabatista.com.br/serie-discipulo-radical/