Não um quadro na parede, mas uma janela

Estou lendo o livro do pastor John Piper, “Uma glória peculiar: como a Bíblia se revela completamente verdadeira” (Editora Fiel, 2017). É um livro que destaca de maneira profunda, mas sensível, sobre a glória de Deus revelada nas Escrituras. É o primeiro volume de uma trilogia: o segundo volume, Lendo a Bíblia de modo sobrenatural: provendo e vendo a glória de Deus nas Escrituras (2018); e o terceiro volume, Exultação Expositiva: a pregação cristã como adoração (2019). Destaco a seguir um pequeno trecho:

“A Bíblia nunca foi semelhante a um quadro exposto em um museu que eu visse de uma ou de outra maneira. Em vez disso, a Bíblia era como uma janela. Ou como um binóculo. Minha visão da Bíblia sempre foi uma visão por meio da Bíblia. Portanto, quando digo que, ao longo da vida, minha visão se tornou cada vez mais clara, mais brilhante e mais profunda, estou dizendo que a realidade vista por meio da Bíblia se tornou cada vez mais clara, mais brilhante e mais profunda. Mais clara, quando os contornos se tornavam menos indistintos, e eu podia ver como as coisas se harmonizavam, em vez de obscurecerem umas às outras. Mais brilhante, quando a beleza e o impacto de toda a mensagem ficavam cada vez mais atraentes. E mais profunda, no sentido de perspectiva de profundidade – suponho que os fotógrafos diriam ´profundida de campo´. Coisas estendidas para a eternidade, com implicações admiráveis – tanto em direção ao passado como ao futuro. Isso poderia ser resumido pela expressão a glória de Deus. Isso era o que eu estava vendo.

Isso era o que estava mudando para eu enfrentar os desafios. Não era um esforço intelectual. Ver não é um esforço como pensar. Apenas acontece. Talvez precisemos esforçar-nos para chegar à beira do Grand Canyon, mas, quando chegamos lá, ver não representa um trabalho. Precisamos viajar até os Alpes ou o Himalaia, mas, quando chegamos lá, ver não é um esforço. É dado a nós.

Eu fiz meu andar e meu viajar. Isso é o que a educação faz. Mas não fiz o meu próprio ver. E essa é a razão pela qual digo que não foi como se eu estivesse sustentando minha visão da Bíblia, mas, ao contrário, era a visão que estava me sustentando. Em outras palavras, Deus estava me sustentando por tornar a visão sobremodo atraente. Se você ficar na beira do Grand Canyon, ou fizer rafting descendo o rio Colorado, no interior do cânion (como eu fiz no verão de 2012), é correto dizer-lhe que você será sustentado pela visão, a contemplação, a vista. Isso era o que a Bíblia estava fazendo por mim. Estava me sustentando. Não era eu que a estava sustentando.”

(John Piper, in: “Uma glória peculiar: como a Bíblia se revela completamente verdadeira”; Ed. Fiel, pp.35-36)

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