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Sobre André Paes

Pastor da Comunidade Batista de Santo André.

John Stott – double listening (dupla escuta)

Estou em um pequeno sabático aqui no blog. Uma pequena pausa para discernir sobre um melhor uso dos meios digitais e desenvolver um novo material para poder ministrar, ensinar e discipular, tendo como foco e referência a vida, obra e o legado do rev. John Stott (1921-2011).

O querido uncle John tem sido minha maior referência pastoral. Tive a oportunidade de morar na Inglaterra (1999-2000), ganhei uma bolsa de estudos no London Institute for Contemporary Christianity (fundado por Stottt em 1982) e pude frequentar a All Souls Langham Place, em Londres (igreja onde foi reitor a partir de 1950 e continuou a servir como reitor emérito depois de 1975) – nos anos 1996 a 1999, período que ele ainda estava ministrando. Que alegria por isso!

Stott expressou a ideia que todo discípulo de Jesus é chamado a uma “dupla escuta”:

“O que precisamos é de uma mente cristã que é moldada pelas verdades do Cristianismo bíblico histórico e também totalmente imerso nas realidades do mundo contemporâneo.”

“Devemos escutar com atenção (embora, naturalmente, com diferentes graus de respeito) tanto a Palavra antiga como o mundo moderno, a fim de relacionar um ao outro com uma combinação de fidelidade e sensibilidade.”

“Precisamos cultivar essa ´dupla escuta, a capacidade de escutar duas vozes ao mesmo tempo – a voz de Deus por meio da Bíblia e as vozes de homens e mulheres ao nosso redor. Essas vozes muitas vezes se contradizem, mas o nosso propósito ao escutá-las é descobrir como elas se relacionam umas com as outras. A dupla escuta é algo indispensável para o discipulado cristão e para a missão cristã.

Somente por meio dessa disciplina de dupla escuta é possível tornar-se um ´cristão contemporâneo´. Nós juntamos o ´histórico´ e o ´contemporâneo´ enquanto aprendemos a aplicar a Palavra ao mundo, proclamando a boa-nova que é tanto verdadeira como nova.

Para resumir, vivemos no ´agora´ à luz do que já aconteceu ´antes´.” (adaptado do prefácio e introdução de seu livro “O cristão contemporâneo”, Ed. Ultimato).

Esse é o desafio ainda hoje. Em breve, algumas novidades, possivelmente para início de 2026. Orações sempre bem-vindas.

Mais que vencedores no amor de Cristo (Rm. 8:31-39)

Em março de 2023 iniciamos na Comunidade Batista de Santo André uma série de mensagens na carta de Paulo aos Romanos.

Conseguimos chegar ao final do capítulo 8 quase no término de 2024. Deus permitindo, em 2025 iremos continuar a meditar e aprender deste, que é com certeza, um dos textos mais essenciais para a igreja nos dias de hoje. Essas mensagens e outros estudos estão disponíveis no canal do YouTube, Spotify, ApplePodcast e outras plataformas digitais (em vídeo e áudio) de nossa comunidade gratuitamente.

Compartilho aqui a última mensagem que preguei neste ano na Comunidade. Que o Senhor te abençoe e guarde neste novo ano.

O insensato (meditando no Salmo 40)

Estou terminando a leitura de “O Deus presente: encontrando seu lugar no plano de Deus” (Editora Fiel), escrito pelo pastor canadense D. A. Carson, um dos principais eruditos do Novo Testamento, editor da Bíblia de Estudo Thomas Nelson e autor de mais de 60 livros. Aqui está uma de suas excelentes obras e ótimo texto para você iniciar sua jornada por seu material. Compartilho um pequeno trecho para encorajá-lo nesta leitura:

““Diz o insensato no seu coração: Não há Deus” (14.1). Isso não combina com as percepções modernas. Em alguns círculos moldados pelo “novo ateísmo” contemporâneo, o insensato é o idiota que crê na existência de Deus.

Mas veja isso sob a perspectiva de Deus. Admita por um momento que o Deus da Bíblia é o Deus presente: quem é o insensato? Isso não foi escrito com base na opinião de alguém que se estabelece na tradição de René Descartes, um tipo de independência cartesiana, e diz: “Eu penso que estou na posição em que posso avaliar se Deus existe e que tipo de Deus ele é”. Esse é o Deus presente, que deu nome a si mesmo e se revelou. Em sua misericórdia, ele tem agido vez após vez para salvar seu povo e continua prometendo um grande livramento ainda maior, por vir. Deus insiste em que a razão por que as pessoas não veem é que, depois da Queda, nós, seres humanos, sofremos corrupção moral e espiritual tão profunda, que estamos cegos para o que é óbvio. É o insensato que diz em seu coração: “Não há Deus”.

Isso não quer dizer que todos os cristãos são sábios. O que isso significa é que todos que se tornaram cristãos saíram da insensatez. E, se neste sentido não somos mais insensatos, isso também, conforme as Escrituras, é uma marca de graça singular. Os cristãos não têm o direito de dizer: “Sou mais esperto do que você”, porque sabem, em seu íntimo, que não são mais do que insensatos, para os quais Deus mostrou perdão e graça. Não somos mais do que mendigos que dizem a outros mendigos onde há pão. Mas ouvir a perspectiva bíblica sobre quem é o verdadeiro insensato nos faz um bem extraordinário.”

Carson, D. A.. O Deus presente (Portuguese Edition) (pp. 131-132). Editora Fiel. Edição do Kindle.

Batismo e Plenitude do Espírito Santo #4 – Os dons do Espírito

Série de 4 estudos baseado no livro do rev. John Stott: “Batismo e Plenitude do Espírito Santo” (Edições Vida Nova). Aprendendo sobre a Promessa, a Plenitude, o Fruto e os Dons do Espírito.

Assista ao quarto e último estudo realizado em 05/11 na Comunidade Batista de Santo André. Disponível também em aúdio no Spotify.

Batismo e Plenitude do Espírito Santo #3 – O fruto do Espírito

Série de 4 estudos baseado no livro do rev. John Stott: “Batismo e Plenitude do Espírito Santo” (Edições Vida Nova). Aprendendo sobre a Promessa, a Plenitude, o Fruto e os Dons do Espírito.

Assista ao terceiro estudo realizado em 29/10 na Comunidade Batista de Santo André. Disponível também em aúdio no Spotify.

Batismo e Plenitude do Espírito Santo #2 – A plenitude do Espírito

Série de 4 estudos baseado no livro do rev. John Stott: “Batismo e Plenitude do Espírito Santo” (Edições Vida Nova). Aprendendo sobre a Promessa, a Plenitude, o Fruto e os Dons do Espírito.

Assista ao segundo estudo realizado em 22/10 na Comunidade Batista de Santo André. Disponível também em aúdio no Spotify.

Batismo e Plenitude do Espírito Santo #1 – A promessa do Espírito

BATISMO & PLENITUDE DO ESPÍRITO SANTO

Série de 4 estudos na Comunidade Batista (início em 15 de outubro)

Baseado no livro do rev. John Stott: “Batismo e Plenitude do Espírito Santo”.

O que você vai aprender:

• A Promessa do Espírito Santo (15/10);

• A Plenitude do Espírito (22/10);

• O Fruto do Espírito (29/10);

• Os Dons do Espírito (05/11).

Ansiando por Deus – A. W. Tozer

Ao escrever sobre “A imanência de Deus”, A. W. Tozer (1897-1963) diz:

“O anseio pela proximidade de Deus e por fazer que o Senhor se achegue a nós é universal entre cristãos nascidos de novo. Todavia, pensamos em Deus como se ele viesse de longe até onde estamos, quando a Bíblia e a teologia cristã, desde Davi, declaram que ele já está aqui – agora. Deus não habita no espaço, portanto, não precisa vir feito um raio de luz de algum lugar distante. Não existe lugar distante para ele, que contém toda lonjura e todas as distâncias no próprio e grande coração.

Por que, então, o sentimos tão afastado? Trata-se da disparidade das nossas naturezas; da desigualdade. Temos similaridade suficiente para que Deus possa manter comunhão conosco, chamar-nos de filhos e podermos dizer: ´Aba, Pai´. Mas, na prática disso tudo, sentimos nossa disparidade, por isso Deus parece distante.

Estou tentando explicar simplesmente o seguinte: a proximidade de Deus não é questão geográfica ou astronômica. Tampouco espacial. Trata-se de algo espiritual, relacionado a natureza. Assim, quando oramos: ´Deus, leva-me para junto de ti´ ou ´Deus, vem mais perto´, não pedimos (se formos bons teólogos) para Deus se aproximar a partir de uma longa distância. Sabemos que ele está aqui agora. Jesus disse: ´[…] E eu estarei sempre com vocês […]´ (Mateus 28:20). O Senhor está aqui presente. Jacó disse: ´[…] o Senhor está neste lugar, mas eu não sabia!´(Gênesis 28:16), não ´Deus veio a este lugar´; suas palavras foram: ´o Senhor está neste lugar´.

Então, pelo que oramos? Por uma manifestação da presença de Deus. Não pela presença, mas por sua manifestação. Por que não temos a manifestação? Porque permitimos a diferença. Permitimos a disparidade moral. Aquele ´sentido´ de ausência é o resultado da diferença remanescente dentro de nós.

O desejo, o anseio por estar perto de Deus é, na verdade, o anseio por ser como ele. O anseio do coração liberto de ser como Deus de modo que seja possível estabelecer comunhão perfeita, e o coração e Deus possam se unir em divina comunhão.” (p.131-132)

“[…] Penso que arrependimento se faz necessário. Precisamos nos arrepender da disparidade; da profanação na presença da santidade; da autocomplacência na presença do Cristo abnegado; da dureza na presença do Cristo bondoso; da inflexibilidade na presença do Cristo perdoador; da mornidão na presença do Cristo zeloso e ardente feito chama; da mundanidade e da secularidade na presença do Cristo celestial. Penso que precisamos nos arrepender.” (p.141)

(A. W. Tozer; in: “Os atributos de Deus – vol 1”; Editora Vida)

Os atributos de Deus – A. W. Tozer

Parceiro do café nesses últimos dias tem sido A. W. Tozer (1897-1963), e seu maravilhoso livro “Os atributos de Deus” (vol.1), Editora Vida.

Simplesmente, leia tudo possível de Tozer! Comece por esses os dois volumes sobre “Os atributos de Deus” e deixe essas reflexões te ajudarem a mergulhar na grandeza do coinhecimento de Deus. A seguir algumas frases apenas do primeiro capítulo:

“…o céu será o céu porque a Trindade encherá nosso coração de ‘alegria sem fim’, pois a Trindade é Deus, e Deus é a Trindade. A Trindade nos criou e nos guarda, e é nosso amor infinito, nossa alegria e êxtase eternos.” (p.7-8)

““Deus é infinito! Eis a ideia mais intrincada que pedirei que você assimile. Não se pode compreender o significado de infinito, mas não deixe que isso o incomode – tampouco eu o compreendo e estou tentando explicá-lo! “Infinito” significa tanta coisa que ninguém é capaz de apreender o conceito, mas ainda assim a razão se ajoelha e admite que Deus é infinito. Por infinito queremos dizer que Deus desconhece limites, fronteiras e fim. O que ele é, ele o é sem restrições. Tudo que Deus é, ele o é sem fronteiras ou limites.” (p.9

“Sempre se pode medir as coisas. Sabemos quão grande é o Sol, quão grande é a Lua, quanto a Terra pesa, quanto pesam o Sol e outros corpos celestes. Temos uma noção aproximada de quanta água há nos oceanos. Parece-nos uma quantidade sem fim, mas sabemos quão profundos eles são e podemos medi-los, de modo que na realidade eles nada têm de ilimitados. Não existe nada ilimitado, a não ser Deus; nada infinito, exceto Deus. Deus tem existência própria e é absoluto; tudo mais é contingente e relativo. Não existe nada muito grande, nem muito sábio, nem muito maravilhoso. Tudo é assim em termos relativos. Somente Deus desconhece qualquer graduação.” (p.10-11)  

“…Deus não se expande no espaço, ele contém o espaço. C. S. Lewis disse que, se você conseguisse imaginar uma folha de papel que se estendesse em todas as direções até o infinito, tomasse, então, de um lápis e com ele traçasse uma linha de 2 centímetros de comprimento em cima dela, teria o tempo. O momento em que começasse a impulsionar o lápis seria o início do tempo e, quando o levantasse do papel, seria seu fim. Em toda a volta, estendendo-se em todas as direções até o infinito, está Deus.” (p.11)  

(A. W. Tozer, “Os atributos de Deus“, vol.1, Editora Vida)