A ofensa da mensagem da cruz

O pastor galês, Martyn Lloyd-Jones (1899-1981), ao pregar em 9 de março de 1956, mensagem de sua mais famosa série de estudos na carta aos Romanos, baseado no texto do capítulo 1:16-17, ao refletir sobre a ofensa que a mensagem da cruz provoca no homem natural, diz:

“…uma das melhores maneiras de provar a pregação ou a exposição do evangelho é justamente esta: ela ofende o homem natural? Aborrece-o? O homem natural a odiará? Afirmo que, se ela não faz isso, há algo de errado nela, nalgum ponto. O evangelho de Jesus Cristo não goza popularidade perante o homem natural. Ele é contra o evangelho. De forma que, se vocês virem o homem natural, não regenerado, elogiar o pregador ou a sua mensagem, então, digo eu, é melhor que examinem cuidadosamente essa pregação e esse pregador.” (p.277)

“…vocês sabem que é até possível pregar a cruz de Cristo de um modo que leva as pessoas a aplaudí-la? Elas dizem: que beleza! Que maravilha! É possível pregar de maneira tal que não ofende ninguém. E contudo, diz o apóstolo, se eu fizer certas coisas, cessará a ofensa da cruz. Quando a cruz é pregada verdadeiramente, é uma pedra de tropeço para os judeus; é loucura para os gregos. Eles a odeiam. Ela é uma ofensa. Ofensa ao homem natural. Mas às vezes a cruz é pregada como algo lamentável, e Cristo como quem merece dó. Não é assim? “Que vergonha! Muito ruim! O mundo não o reconheceu. Em sua crueldade o levou à morte. Mas ele até os perdoou ali, e sorriu para eles. Maravilhoso Jesus!” A pregação da cruz não é isso. Nisso não há ofensa alguma. Isso nunca incomodou ninguém, porque com isso você o está retratando como alguém que foi bom demais para este mundo, e que o mundo crucificou. Não é essa a ofensa da cruz.

Eis a ofensa da cruz – que estou condenado em tal medida, e tão perdido e desesperado que, se ele, Jesus Cristo, não tivesse morrido por mim, eu jamais conheceria a Deus, e jamais poderia ser perdoado. E isso fere; isso incomoda; isso me diz que estou em desespero de causa, que sou vil, que sou inútil; e, como homem natural, eu não gosto disso. Assim vocês veem a importância disso tudo. O evangelho é, ele próprio, algo que produz a reação de ofensa nas pessoas. Elas o odeiam. Elas o ridicularizam. Despeja, seu escárnio e seu desprezo sobre ele. E o apóstolo sabia disso. Ele tinha experimentado em vários lugares o que é ser ridicularizado. “Que está dizendo esse tagarela? Quem é esse sujeito?” E sabia muito bem que quando fosse a Roma estaria sujeito à mesma coisa. Ele sabia que o evangelho verdadeiro produz esse ridículo e essa oposição. E, todavia, como vocês podem notar, ele lhes diz que, apesar de todas essas dificuldades, está pronto para pregá-lo. Ah, meus amigos, procuremos entender isso bem; certifiquemo-nos disso. A minha afirmação é que o evangelho do Novo Testamento, quando fielmente pregado, provoca antagonismo. O mundo não o louva; faz exatamente o contrário.” (p.278-279)

“…Não basta que eu me levante e diga: “Não me envergonho do evangelho de Cristo”. A questão é: qual é o seu motivo? E, querendo Deus, vamos considerar a grande resposta dada por este vigoroso homem de Deus. “Não me envergonho do evangelho de Cristo”, diz ele, porque é o evangelho de Deus, e porque é o poder de Deus – é a dinâmica de Deus; porque é a salvação em seu pleno conteúdo, porque é o verdadeiro e único caminho da salvação, caminho certo, caminho revelado. É justiça proveniente do próprio Deus. E vocês podem ver que aí o apóstolo introduziu grandes palavras da teologia, as grandes palavras da doutrina cristã. Esse é o motivo de Paulo não se envergonhar. E eu não hesito em asseverar que esse é o único motivo verdadeiro; é o único motivo que realmente glorifica a Deus e ao Senhor Jesus Cristo, porque todos os outros motivos podem ser imitados pelas outras coisas. A razão para não nos envergonharmos do evangelho deve ser única, diferente, distinta. Deus glorificado! Cristo glorificado! Gloriar-nos no Espírito! É algo que ninguém pode dizer; salvo aquele que foi chamado pela graça de Deus, nasceu de novo, e recebeu nova natureza, e o entendimento de como Deus realizou toda essa obra!” (p.281-282)

(LLOYD-JONES, D. M. Romanos volume 1: Evangelho de Deus. PES, 2021)

Bíblia: o livro para hoje (J. Stott)

“O espaço crucial da Bíblia na vida cristã expõe a seriedade da teologia liberal. Ao minar a segurança que as pessoas têm na confiabilidade da Bíblia, ela torna o discipulado cristão praticamente impossível. Deixem-me explicar. Todos os cristãos concordam que o discipulado inclui adoração, fé e obediência. Adoração, fé e obediência são partes essenciais de nossa vida cristã. Não podemos viver como cristãos sem elas. Entretanto, nenhuma delas é possível sem uma Bíblia confiável.

Como podemos adorar a Deus se não sabemos quem ele é, como ele é ou que tipo de adoração lhe agrada? Cristãos não são como os atenienses que adoram um deus desconhecido. Precisamos conhecer a Deus antes de podermos adorá-lo. E é a Bíblia que nos conta como ele é.

Mais: como podemos crer ou confiar em Deus se não conhecemos suas promessas? Fé não é um sinônimo para superstição ou crer sem evidências. Fé é uma confiança que raciocina. Descansa nas promessas de Deus e no caráter do Deus que as fez. Sem as promessas, nossa fé murcha e morre. E as promessas de Deus são encontradas na Bíblia.

Mais ainda: como podemos obedecer a Deus se não conhecemos sua vontade e seus mandamentos? A obediência cristã não é uma obediência cega, mas é amorosa e tem os olhos bem abertos. Pois Deus nos deu mandamentos na Bíblia e nos mostrou que eles não são um fardo.

Assim, a adoração é impossível sem a revelação de Deus; a fé é impossível sem as promessas de Deus; e a obediência é impossível sem os mandamentos de Deus. Portanto, o discipulado é impossível sem a Bíblia.”

(STOTT, John. Bíblia: o livro para hoje. Editora Ultimato, 2023, pp.86-87)

Oásis: construindo comunidades de Jesus

Parceiro do café nessas manhãs: “Oásis: construindo comunidades de Jesus” (Ed. Ciranda Cultural), de meu amigo pastor Sidney Costa (Iigreja Batista Memorial de Alphaville, SP). Publicado anteriormente com o título “Compre cadeiras: igrejas focadas em Jesus”. Relendo essa nova edição e sendo novamente impactado e encorajado a permanecer na caminhada em obediência a manter o foco sempre e unicamente em Jesus.

“O desafio da igreja hoje é interpretar o conteúdo de Jesus mo contexto onde está. O foco é Jesus, e a ‘arena’ onde falaremos de Jesus é o lugar onde Deus nos pôs. A igreja de Jesus deve conhecer Jesus amar Jesus, viver Jesus e repartir Jesus em cada lugar que ocupa na sociedade; com o objetivo de transformar essa sociedade.” (p.28)

Isso me lembra uma frase de John Stott que me acompanha desde o primeiro dia que ouvi:

“O mundo é a arena em que devemos viver e amar, testemunhar e servir, sofrer e morrer por Cristo” (John Stott).

Discipulado

Durante o mês de setembro estamos realizando 4 encontros em nossa comunidade (Comunidade Batista de Santo André) baseados no livro “Discipulado: como ajudar outras pessoas a seguir Jesus” (Edições Vida Nova), escrito pelo pr. Mark Dever (pastor da Capitol Hill Baptist Church, em Washington, US ; ministério 9Marks).

O livro é divido em três partes:

Introdução;

I. O QUE SIGNIFICA DISCIPULAR?

1. A inevitabilidade da influência; 2. Voltado para o próximo; 3. A obra de fazer discípulos; 4. Fazer discípulos: objeções;

II. ONDE DISCIPULAR?

5. A igreja local; 6. Pastores e membros;

III. COMO DISCIPULAR?

7. Escolha alguém; 8. Tenha objetivos claros; 9. Pague o preço; 10. Desenvolva líderes; Conclusão.

Você pode ser abençoado com a leitura desse livro e se desejar, assistir ou ouvir os estudos que estão disponíveis em nosso canal do YouTube e Spotify gratuitamente (e outras plataformas digitais – acesse links no site de nossa igreja: http://www.comunabatista.com )

“Portanto, proclamamos a Cristo, advertindo a todos e ensinando a cada um com toda a sabedoria, para apresentá-los maduros em Cristo.” (Cl.1:28)

Retire a venda

O apóstolo Paulo em sua carta aos irmãos em Corintíos escreve: “‘O deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2Co. 4:4).

John Stott em seu último livro “O discípulo radical” (editora Ultimato), escrito aos 88 anos de idade, dois anos antes de ser chamado à presença de seu Senhor, escreveu:

“Se a venda fosse retirada dos nossos olhos, se pudéssemos ver Jesus na plenitude de quem ele é e do que ele tem feito, certamente veríamos o quanto ele é digno da nossa dedicação apaixonada. A fé, o amor, e a obediência brotariam de nós e cresceríamos em maturidade. Nada é mais importante para um discipulado cristão maduro do que uma visão renovada, clara e verdadeira do Jesus autêntico” (p.39).

A pergunta é, onde encontramos esse Jesus autêntico em uma época que oferece tantos outros “Cristos” nas diferentes prateleiras da religião e fé?

Stott nos ajuda respondendo: “Ele deve ser encontrado na Bíblia – o livro que pode ser descrito como o retrato que o Pai fez do Filho, colorido pelo Espírito Santo, A Bíblia é repleta de Cristo. Como ele próprio diz, as Escrituras “testitificam de mim” (Jo. 5:39). Jerônimo, o antigo Pai da Igreja, escreve que “ignorância da Escritura é ignorância de Cristo”. Da mesma forma, podemos dizer que conhecer a Escritura é conhecer a Cristo” (p.38).

Paulo escreve em Colossenses 1:28-29 que anunciamos Cristo, “advertindo e ensinando a cada um com toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito [maduro] em Cristo. Para isso eu me esforço, lutando conforme a sua força, que atua poderosamente em mim.”

Que o Espírito Santo nos ajude a proclamar Cristo sem medo, mas também, levar todos que o Senhor assim permitir, a maturidade em Cristo – uma visão plena, clara e fiel.

(Referência: STOTT, John. O discípulo radical; Editora Ultimato; 2010)

A hipocrisia de não ser sal e luz – John Stott

Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens. Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Ao contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus. (Mateus 5.13-16)

“Tanto o sal quanto a luz são produtos efetivos. Eles transformam o ambiente em que são introduzidos. Assim, quando o sal é introduzido na carne ou no peixe, algo acontece; a deterioração por bactéria é evitada. E também, quando a luz é acesa, algo acontece; a escuridão desaparece. Além disso, pode-se argumentar que o sal e a luz têm efeitos complementares. A influência do sal é negativa; impede a deterioração bacteriana. A influência da luz é positiva; ilumina as trevas. Do mesmo modo, Jesus deseja que a influência dos cristãos na sociedade seja tanto negativa (impedindo a disseminação do mal) quanto positiva (promovendo a disseminação da verdade e da bondade e, em especial, do evangelho).

Assim, por que nós, cristãos, não exercemos um efeito mais saudável na sociedade? Vemos as tendências à deterioração à nossa volta. Vemos injustiças sociais, os conflitos raciais, violência nas ruas, corrupção nas altas esferas, promiscuidade sexual e a praga da Aids. Quem é o culpado? Temos o costume de culpar a todos, exceto a nós mesmos. Mas deixem-me colocar isso de outro modo.

Se a casa está escura à noite, não faz sentido culpar a casa por estar escura. Isso é o que acontece quando o sol se põe. A pergunta a fazer é: onde está a luz?

Do mesmo modo, se a carne se estraga e se torna intragável, não faz sentido culpar a carne por se estragar. Isso é o que acontece quando as bactérias são deixadas livres para se multiplicar.

A pergunta a fazer é: onde está o sal? Assim também, se a sociedade se torna corrupta (como uma noite escura ou um peixe que cheira mal), não faz sentido culpar a sociedade por sua corrupção. Isso é o que acontece quando o mal humano não é restringido e refreado. A pergunta a fazer é: onde está a igreja? Onde estão o sal e a luz de Jesus?

É hipocrisia arregalar os olhos e dar de ombros, como se a responsabilidade não fosse nossa. Jesus nos mandou ser sal e luz na sociedade. Se, portanto, a escuridão e a putrefação sobejam, em grande parte é por falha nossa, e precisamos aceitar boa parte da culpa. Também precisamos aceitar, com nova determinação, o papel que Jesus designou para nós, ou seja, ser sal e luz da sociedade.

Não são apenas os indivíduos que podem ser mudados; as sociedades também podem. É claro que não conseguiremos uma sociedade perfeita, mas podemos melhorá-la. Os cristãos não são utopistas. Até Cristo voltar em glória, não haverá uma sociedade perfeita de paz e justiça. Mas, por enquanto, a História está repleta de exemplos de desenvolvimentos sociais – melhoria de padrões de saúde e higiene, maior disponibilidade de alfabetização e instrução, emancipação de mulheres, melhores condições nas minas, fábricas e prisões, e a abolição da escravatura e do comércio de escravos.

Não podemos afirmar que todos esses desenvolvimentos se devem inteiramente à influência cristã. Mas podemos afirmar que (por meio de seus seguidores) Jesus Cristo tem exercido uma influência enorme para o bem.”

STOTT, John. A Igreja Autêntica, Ed. Ultimato, p. 132-134.

Publicado originalmente em https://ultimato.com.br/sites/john-stott/2015/05/13/a-hipocrisia-de-nao-ser-sal-e-luz/

A oração matinal de John Stott

A cada manhã, John Stott iniciava o dia com essa oração trinitariana:

Bom dia Pai celestial,
Bom dia Senhor Jesus,
Bom dia Espírito Santo.

Pai celestial, te adoro como criador e sustentador do universo.
Senhor Jesus, te adoro, Salvador e Senhor do mundo.
Espírito Santo, te adoro, santificador do povo de Deus.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

Pai celestial, oro para que eu viva esse dia em Sua presença
e o agrade mais e mais.

Senhor Jesus, oro para que nesse dia, eu possa tomar a minha cruz e segui-lo.

Espírito Santo, oro para que nesse dia me enchas de Ti mesmo e faça Seu fruto amadurecer em minha vida:
amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.

Santa, bendita e gloriosa Trindade, três pessoas em um Deus
tenha misericórdia de mim.

Amém.

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Texto original em inglês:

Good morning heavenly Father,
good morning Lord Jesus,
good morning Holy Spirit.

Heavenly Father, I worship you as the creator and sustainer of the universe.
Lord Jesus, I worship you, Savior and Lord of the world.
Holy Spirit, I worship you, sanctifier of the people of God.

Glory to the Father, and to the Son and to the Holy Spirit.

Heavenly Father, I pray that I may live this day in your presence
and please you more and more.

Lord Jesus, I pray that this day I may take up my cross and follow you.

Holy Spirit, I pray that this day you will fill me with yourself and cause your fruit to ripen in my life:
love, joy, peace, patience, kindness, goodness, faithfulness, gentleness and self-control.

Holy, blessed and glorious Trinity, three persons in one God,
have mercy upon me. Amen.

– John Stott, quoted in Basic Christian: The Inside Story of John Stott

John Stott

Parceiro do café nos próximos dias: “John Stott on The Christian life: between two worlds”, Tim Chester, Crossway

Um ótimo livro ainda a ser publicado por alguma boa editora cristã em língua portuguesa.

Nesta quinta-feira (27/07) marcam 12 anos de sua morte. Celebro a vida e legado de uncle John – uma das maiores influências na minha vida – que ainda hoje ensina que o viver em Cristo é dia-a-dia servindo com humildade e compaixão no evangelho de Jesus Cristo. Vou aproveitar para compartilhar alguns posts e textos sobre o rev. John Stott durante essa semana.

Um ótimo livro ainda a ser publicado por alguma boa editora cristã em língua portuguesa.

Para quem ainda não leu ou leu pouco de sua obra, comece por: “Crer é também pensar”; “Cristianismo equilibrado”; “Cristianismo básico “;

Ou para quem quer saber a essência de seu pensamento, leia “O cristão contemporâneo” e “A cruz de Cristo” (livro que ele considerava sua maior obra e maior esforço literário e teólogico).

Jesus Cristo nosso Senhor

Pregando em 09 de dezembro de 1955 no texto de Romanos 1:3-5, o reverendo Martyn Lloyd-Jones afirmou:

“É provável que vocês tenham ouvido muitas vezes pessoas dizerem: você pode aceitar Cristo como o seu Salvador, mas talvez não o receba como o seu Senhor durante anos, ou não creia nele como o seu Senhor durante anos. Por muito tempo, dizem tais pessoas, você poderá ser um cristão; sim, você crê nele como o seu Salvador; mas, então, após todos estes anos de lutas e tudo mais, afinal você se rende a ele e o aceita como o seu Senhor. Em meu entendimento, esse ensino não é somente errado, é impossível. Não é possível dividir a pessoa; esta mesma Pessoa, esta Pessoa una e única, é sempre Jesus Cristo, o nosso Senhor. Não se pode dizer que ele é somente Jesus, ou somente Cristo, ou somente Senhor. Não, não! A Pessoa una e única é o Senhor Jesus Cristo, ou Jesus Cristo, o Senhor. Pois bem, o apóstolo mesmo, naturalmente, escrevendo aos colossenses, expressa isso de maneira bem específica. Aí está uma passagem raramente ouvida e lamentavelmente esquecida: ´Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele´ (Cl.2:6). Não há nas Escrituras nenhum lugar em que vocês vejam que podem aceitá-lo ou recebê-lo como Jesus somente, ou como Salvador somente, ou como Cristo somente. Não! A Pessoa é una e indivisível. E se você pensa que crê no Senhor Jesus Cristo sem se dar conta de que ele é o seu Senhor, eu não hesito em dizer que a sua crença é vã. Você não pode tomá-lo somente como Salvador, porque ele o salva adquirindo-o ao preço do seu precioso sangue. E se você crê nisso, deve saber de imediato que ele é o seu Senhor.”

Um verdade a ser lembrada e vivida nos dias de hoje.

(LLOYD-JONES, D. M.; Romanos: O Evangelho de Deus, Vol.1, PES; p.147)

Charles Spurgeon (1834-1892) – documentário

Hoje (segunda-feira 19 de junho) marca a data de nascimento de Charles H. Spurgeon. Considerado “o príncipe dos pregadores”, pastor batista britânico, pastoreou a igreja Metropolitan Tabernacle em Londres por quase quarenta anos, fundou o Spurgeon´s College em 1856, pregou mais de 3.000 sermões durante sua vida ministerial. Há uma edição especial de 10 volumes (publicados em um box de 5 livros) com maior parte de seus sermões publicados em inglês pela Hendrickson Publisher. Muitos de seus livros estão disponíveis em lingua portuguesa publicado por diversas editoras.

Nas palavras do pastor Steven Lawson, na apresentação de sua biografia “O foco evangélico de Charles Spurgeon” (Editora Fiel): “A voz de Spurgeon trovejou com a verdade por toda a Inglaterra e além de lá, em uma época que a igreja tinha grande necessidade de pregação do evangelho calorosa, franca, sem impedimentos ou barreiras – e isso de uma linha calvinista. À medida que o Senhor lhe dava poder, o seu púlpito se tornou um dos mais profícuos que o Reino de Deus conheceu em todos os tempos.”

Há um documentário sobre sua vida muito bem editado disponível gratuitamente no YouTube (legendado em português), produzido pelo pastor Jeremy Walker (Maidenbower Baptist Church, Crawley, Inglaterra). Uma boa oportunidade para conhecer (ou descobrir) e ser encorajado pela vida desse querido pastor que abençoou não apenas a sua geração, mas deixou um legado até nossos dias.